Como Organizar Finanças com Salário Mínimo: Guia Passo a Passo
Dá pra organizar as finanças com R$ 1.518,00? Eu te mostro que sim!
Sabe aquela sensação de que o salário acabou e o mês ainda não? Eu conheço bem. Já me vi fazendo malabarismo pra pagar contas, segurar no cartão de crédito e rezar pra não acontecer nenhum imprevisto.
E quer saber? Eu achava que só dava pra organizar finanças ganhando mais. Mas estava enganado. Com R$ 1.518,00 — o salário mínimo atual — é possível, sim, ter uma vida financeira mais equilibrada. Não tô dizendo que é fácil, mas com alguns passos bem práticos, dá pra mudar muita coisa.
O primeiro passo é saber exatamente pra onde seu dinheiro vai
Se você não anota, está perdendo o controle sem perceber
Antes de pensar em economizar, investir ou pagar dívidas, você precisa mapear seus gastos. Parece óbvio, mas a maioria das pessoas (inclusive eu, no começo) não faz isso.
Comecei anotando tudo num caderno mesmo. Depois, passei pra uma planilha no celular. E hoje uso um aplicativo simples. O importante é anotar tudo o que entra e sai.
Com R$ 1.518,00 por mês, cada real conta. Uma média que eu via nos meus próprios gastos era mais ou menos assim:
- R$ 600 – aluguel/quarto (Lembrando que varia de cidade para cidade e a média é de 500,00 a 1.000,00)
- R$ 200 – alimentação em casa
- R$ 120 – transporte
- R$ 150 – contas fixas (água, luz, celular, internet)
- R$ 100 – dívidas/cartão
- R$ 100 – alimentação fora de casa ou delivery
- R$ 70 – produtos de higiene/limpeza
- R$ 50 – lazer, pequenos gastos
Este é um gasto estimado por pessoa, sabemos que quem sustenta uma família é bem diferente.
No final das contas, o dinheiro ia embora sem nem perceber. Só quando comecei a rastrear tudo é que tive noção real de onde eu podia cortar.
Classifique seus gastos por prioridade
Nem todo gasto precisa existir — e alguns podem ser ajustados
Quando ganhamos pouco, priorizar é fundamental. Passei a dividir meus gastos em três grupos:
- Essenciais: aluguel, comida, transporte, contas básicas
- Ajustáveis: internet, plano de celular, gastos com comida fora
- Supérfluos: delivery, streamings, lanches aleatórios, compras por impulso
Isso me ajudou a enxergar que alguns gastos que pareciam “normais” estavam me afundando. Só de reduzir o número de vezes que pedia delivery por mês, economizei mais de R$ 150.
Monte um orçamento mensal que caiba na sua realidade
Não adianta fazer uma planilha linda se ela não funciona na prática
Muita gente desiste porque tenta seguir orçamentos prontos da internet que não se encaixam na própria vida. O que funcionou pra mim foi montar meu próprio modelo, com base no quanto eu ganhava e gastava de verdade.
Uma divisão que uso até hoje é:
- 60% para necessidades básicas: moradia, alimentação, transporte
- 20% para metas financeiras: pagar dívidas, reserva de emergência
- 10% para lazer/controlados
- 10% para imprevistos (e sim, eles sempre acontecem!)
Se o mês estiver apertado, ajusto essa distribuição. A ideia é ter clareza e autonomia, não rigidez.
Tem dívidas? Respira fundo e encara de frente
Eu também já tive — e sair do buraco foi mais simples do que pensei
Durante um tempo, pagava só o mínimo do cartão de crédito. Resultado? Juros altos e bola de neve. Se você está assim, a melhor saída é renegociar.
Fiz isso em três passos:
- Listei todas as dívidas com valor, juros e parcelas
- Entrei em contato com os credores pra renegociar
- Troquei dívidas caras por mais baratas (ex: empréstimo pessoal no lugar do rotativo do cartão)
Acredite: as empresas preferem receber aos poucos do que não receber nada. Depois que renegociei, parei de viver no vermelho. A sensação de alívio foi indescritível.
Comece sua reserva de emergência, mesmo que com R$ 20 por mês
Pequeno, constante e separado: essa é a regra
Sempre ouvi falar de “reserva de emergência” e achava que era coisa de quem ganhava bem. Mas percebi que é ainda mais urgente pra quem vive com o mínimo.
Eu comecei guardando R$ 20 por mês. Pode parecer pouco, mas em um ano são R$ 240. E esse dinheiro já me ajudou a:
- Comprar um remédio sem depender do cartão
- Pagar um conserto urgente no celular
- Evitar pegar empréstimo pra cobrir um imprevisto
Hoje, essa reserva é uma das coisas que mais me dá tranquilidade.
Tente aumentar sua renda, mesmo que seja pouco por mês
Não é fácil, mas é possível — e faz toda a diferença
Organizar o pouco que se ganha é essencial, mas aumentar a renda pode acelerar o processo. Eu comecei fazendo bicos e vendendo coisas online.
Aqui vão algumas ideias que já testei (e funcionaram!):
- Vender bolo de pote e doces na vizinhança
- Oferecer serviços simples como limpeza ou passar roupa
- Fazer freelas de digitação ou design básico (mesmo sem formação)
- Revender produtos de catálogo
- Criar conteúdo nas redes (demora, mas pode dar certo)
Não tem vergonha nenhuma em correr atrás. Pelo contrário: é um ato de coragem.
Use a tecnologia a seu favor (e de graça!)
Aplicativos que te ajudam a controlar a grana sem complicar
Se você tem um celular, pode usar apps simples pra te ajudar. Eu uso um deles todos os dias — virou hábito!
Alguns dos meus favoritos:
- Minhas Economias: bem completo e gratuito
- Mobills: tem versão free, ótima pra quem está começando
- Google Planilhas: dá pra montar seu próprio modelo e acessar do celular
O importante não é o aplicativo em si, mas a consistência. Anotar todo dia é chato no começo, mas vira rotina rapidinho.
Lembre-se: dinheiro é emocional, e finanças é hábito
Não se trata só de números, mas de comportamento
A maior virada de chave pra mim foi entender que minhas escolhas financeiras refletem meu momento de vida. Às vezes, a gente gasta pra aliviar ansiedade, carência ou estresse. E tudo bem. Acontece com todo mundo.
O segredo é começar a olhar o dinheiro com mais carinho. Planejar, organizar, ajustar e seguir em frente. Errar faz parte. O que não dá é ficar parado.
Não é mágica. É passo a passo, com paciência e persistência
Se você está lendo até aqui, já deu o primeiro passo: buscar conhecimento. E isso já te coloca na frente de muita gente.
Organizar as finanças com salário mínimo não é fácil. Mas é possível, sim. E não precisa esperar ganhar mais pra começar. Eu sou prova viva disso.
Aos poucos, você vai perceber que ter controle financeiro não é sobre ganhar rios de dinheiro, mas sobre fazer escolhas conscientes com o que se tem.
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